quarta-feira, novembro 4

Meros Devaneios [1]




Tic ... Tac ... Tic ... Tac ...
Ainda anestesiado pela noite anterior, abre seus olhos.
A brisa matinal entrando pela janela do 14º andar faz com que a cortina dance uma melodia breve.
O barulho da cidade abaixo dele é de um preguiçoso domingo, olha para o teto pensando nas loucuras que fez na noite anterior ...
Vira para o lado e a olha ... seu rosto, lindo e sereno faz com que ele pense sobre o que ela está sonhando.
Fica ali alguns instantes brincando de adivinhar pensamentos.
Sua pele branca, sua maquiagem borrada, o cheiro de margaridas misturadas a suor o faz lembrar a maciez de suas coxas.
Levanta da cama a passos de gato, olhando para o estrago que o furacão da noite passada deixou no quarto.
Roupas jogadas, objetos quebrados, sapatos no chão ... os restos das suas fantasias de “humanos”.
Pega um cigarro no chão e o coloca sobre a orelha, antes de sair volta a olhar pra ela, seu desenho na cama envolto aos lençóis lembra uma fotografia gravada na memória para os dias de solidão.
Saindo do quarto deixa a porta entreaberta ... vai para a cozinha ...
[continua no proximo post]

Um comentário:

  1. Cenas... Eu adoro descrever cenas, personagens, lugares, sentimentos... Coisas nem sempre inexistentes.
    Vai para a cozinha... E ela dele já não sabe...

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